15 de abr de 2014

Carajás - Biodiversidade da Amazônia

Em nenhum lugar do mundo existem mais espécies de animais e de plantas do que na Amazônia, tanto em termos de espécies habitando a região como um todo (diversidade gama), como coexistindo em um mesmo ponto (diversidade alfa). Entretanto, apesar da Amazônia ser a região de maior biodiversidade do planeta, apenas uma fração dessa biodiversidade é conhecida. Portanto, além da necessidade de mais inventários biológicos, um considerável esforço de amostragem também é necessário para se identificar os padrões e os processos ecológicos e biogeográficos. 

A riqueza da flora compreende aproximadamente 30.000 espécies, cerca de 10% das plantas de todo o planeta. São cerca de 5.000 espécies de árvores (maiores que 15cm de diâmetro), enquanto na América do Norte existem cerca de 650 espécies de árvores. A diversidade de árvores varia entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare, enquanto na América do Norte varia entre 4 a 25

Os artrópodos (insetos, aranhas, escorpiões, lacraias e centopéias, etc.) constituem a maior parte das espécies de animais existentes no planeta. Na Amazônia, estes animais diversificaram-se de forma explosiva, sendo a copa de árvores das florestas tropicais o centro da sua maior diversificação. Apesar de dominar a Floresta Amazônica em termos de número de espécies, número de indivíduos e biomassa animal, e da sua importância para o bom funcionamento dos ecossistemas, estima-se que mais de 70% das espécies amazônicas ainda não possuem nomes científicos e, considerando o ritmo atual de trabalhos de levantamento e taxonomia, tal situação permanecerá por muito tempo. Atualmente são conhecidas 7.500 espécies de borboletas no mundo, sendo 1.800 na Amazônia. Para as formigas, que contribuem com quase um terço da biomassa animal das copas de árvores na Floresta Amazônica, a estimativa é de mais de 3.000 espécies. Com relação às abelhas, há no mundo mais de 30.000 espécies descritas sendo de 2.500 a 3.000 na Amazônia.

O número de espécies de peixes na América do Sul ainda é desconhecido, sendo sua maior diversidade centralizada na Amazônia. Estima-se que o número de espécies de peixes para toda a bacia seja maior que 1300, quantidade superior a que é encontrada nas demais bacias do mundo. O estado atual de conhecimento da ictiofauna da América do Sul se equipara ao dos Estados Unidos e Canadá de um século atrás e pelo menos 40% das espécies ainda não foram descritas, o que elevaria o número de espécies de peixes para além de 1.800. Apenas no rio Negro já foram registradas 450 espécies. Em toda a Europa, as espécies de água doce não passam de 200.

Um total de 163 registros de espécies de anfíbios foi encontrado para a Amazônia brasileira. Esta cifra eqüivale a aproximadamente 4% das 4.000 espécies que se pressupõe existir no mundo e 27% das 600 estimadas para o Brasil. A riqueza de espécies de anfíbios é altamente subestimada. A grande maioria dos estudos concentra-se em regiões ao longo das margens dos principais afluentes do rio Amazonas ou em localidades mais bem servidas pela malha rodoviária. Foram encontradas 29 localidades inventariadas para anfíbios na Amazônia brasileira. Deste total, apenas 13 apresentaram mais de 2 meses de duração. Isso significa que a Amazônia é um grande vazio em termos do conhecimento sobre os anfíbios e muito ainda há que ser feito.

O número total de espécies de répteis no mundo é estimado em 6.000, sendo próximo de 240 espécies o número de espécies identificadas para a Amazônia brasileira, muitas das quais restritas à Amazônia ou a parte dela. Mais da metade dessas espécies são de cobras, e o segundo maior grupo é o dos lagartos. Embora já se tenha uma visão geral das espécies que compõem a fauna de répteis da Amazônia, certamente ainda existem espécies não descritas pela ciência. Além disso, o nível de informação em termos da distribuição das espécies, informações sobre o ambiente onde vivem, aspectos de reprodução e outros ligados à biologia do animal, assim como sobre a relação filogenética (de parentesco) entre as espécies é ainda baixo. 

As aves constituem um dos grupos mais bem estudados entre os vertebrados, com número de espécies estimado em 9.700 no mundo. Na Amazônia, há mais de 1000 espécies, das quais 283 possuem distribuição restrita ou são muito raras. A Amazônia é a terra dos grandes Cracidae (mutuns), Tinamidae (inhambus), Psittacidae (araras, papagaios, periquitos), Ramphastidae (tucanos e araçaris) e muitos Passeriformes como por exemplo, os Formicariidae, Pipridae e Cotingidae.

O número total de mamíferos existentes no mundo é estimado em 4.650. Na Amazônia, são registradas atualmente 311 espécies. Os quirópteros e os roedores são os grupos com maior número de espécies. Mesmo sendo o grupo de mamíferos mais bem conhecido da Amazônia, nos últimos anos várias espécies de primatas tem sido descobertas, inclusive o sagüi-anão-da-coroa-preta, e o sauim-de-cara-branca, Callithrix saterei.


Ameaças à Biodiversidade da Amazônia

Em nenhum lugar do mundo são derrubadas tantas árvores quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo, sendo 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental.

Na Amazônia a eliminação de florestas cresceu exponencialmente durante as décadas de 70 e 80 e continua em taxas alarmantes. A mudança no uso do solo tem mostrado afetar a hidrologia regional, o ciclo global do carbono, as taxas de evapotranspiração, a perda de biodiversidade, a probabilidade de fogo e uma possível redução regional na quantidade de chuvas.

As ameaças de degradação avançam em ritmo acelerado. Os dados oficiais, elaborados pelo INPE, sobre o desmatamento na região mostram que ele é extremamente alto e esta crescendo. Já foram eliminados cerca de 570 mil quilômetros de florestas na região uma área equivalente à superfície da França, e a média anual dos últimos sete anos é da ordem de 17,6 mil quilômetros quadrados. Entretanto, a situação pode ser ainda mais grave. Os levantamentos oficiais identificam apenas áreas onde a floresta foi completamente retirada, por meio de práticas conhecidas por corte raso. As degradações provocadas por atividades madeireiras e queimadas não são contabilizadas.

O grande desafio atual é buscar o máximo de conhecimento sobre os ecossistemas característicos da Amazônia e apresentar sugestões de como esse conhecimento pode ser utilizado para o desenvolvimento sustentável.
Fonte: Aqui

24 de set de 2013

Birdwatchuing (Observação de Aves)

Foto: Filho Manfredini. Floresta Nacional de Carajás
         Com o intuito de aproximar amantes da observação das aves (birdwatching) e para aqueles que tem desejo em conhecer mais sobre essa prática, lançamos hoje o este blog para que possamos trocar experiências e juntos falarmos sobre o assunto.

O que é verdadeiramente essa palavra chamada birdwatching, ai vai um breve resumo para quem ainda desconhece sobre o assunto.

Birdwatching é o termo em inglês para " Observação de aves", lançado em 1901, pelo ornitólogo inglês Edmund Selous. A observação de pássaraos é datada de pelo menos um século antes de 1901, com a criação da Audubon Society, nos Estados Unidos e da Royal Society for the Protection of Birds. Essas sociedades chamaram a atenção para o fato que as aves eram observadas vivas. Em 1930 foram formados os primeiros grupos organizados de birdwatchers na Inglaterra.
 

A prática é originária dos Estados Unidos e Inglaterra, e trata da observação de pássaros em geral, em seu habitat natural, ou seja, praças, parques e terrenos são próprios para o esporte. 

Equipamentos:
A prática da observação de aves pode ser realizada até mesmo a olho nú, porém existem alguns equipamentos que podem auxiliar na observação e registro do animal.
Guias de campo: Os guias de campo são pequenos livros para levar a campo auxiliando na identificação da espécie.
Binóculos: É fundamental que os binóculos sejam leves para que possa proporcionar maior agilidade e flexibilidade ao observador e principalmente que ele seja eficiente. O ideal é que sejam com aumento de 10x40 ou 10x42 e não ultrapasse 1000 gramas.
Máquinas fotográficas: Para as máquinas fotográficas compactas, é recomendado que ela tenha no mínimo 10x de zoom ótico para que possa aproximar o suficiente da ave, geralmente são as máquinas mais utilizadas devido ao seu peso e sua facilidade de locomoção. Para as câmeras DSLR que são as profissionais e com melhor qualidade é recomendado que a lente seja de no mínimo 300mm embora existam fotógrafos que conseguiram bons registros com uma lente 250mm.

Fonte: http://birdwatchingbrasil.blogspot.com.br/2010/10/birdwatching-brasil.html

3 de jul de 2013

Garimpo das Pedras - Marabá - PA

 
Piscina de água quente em "garimpo das pedras" 
 Tive a oportunidade na ultima Quinta-feira (27 de Junho de 2013), de visitar a região de garimpo das pedras pela segunda vez, com da primeira esse lugar me deixou encantado com suas particularidades. A região de garimpo das pedras abriga uma jazida em mineração (mina) de pedras semipreciosas conhecidas como ametistas, essa mineração ocorre artesanalmente e de forma subterrânea. Hoje esse produto explorado em garimpo das pedras é exportado para fora do País.
     Os mineradores vivem em uma vila pacata ás proximidades das minas, alguns há poucos metros do fosso de exploração das pedras.
     O garimpo das pedras está localizado há hora e meia de Parauapebas no sentido Noroeste.
     Além desse magnifico trabalho de exploração que é feito em garimpo das pedras a região dispões de uma fonte de águas termais que possibilita aquele banho relaxante ao visitante, caso queira. E quem não quer? Na era da geração estresse qualquer atividade que seja "desestressante", seja bem vinda. E garimpo das pedras não deixa de ser uma "boa pedida"
     Indico este belo lugar para aqueles aventureiros que nos finais de semana gostam de sair para um local isolado e aconchegante, para ter um contato com a natureza!


9 de jul de 2012

Carajás - Livro registra fauna da Floresta de Carajás


Sandra Tavares




Capa do Livro
Brasília (06/06/2012) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale lançaram na quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Parauapebas (PA), o livro “Fauna da Floresta Nacional de Carajás – Estudos sobre os Vertebrados Terrestres”. A floresta é uma unidade de conservação federal de uso sustentável gerida pelo ICMBio. Mais de 41 mil registros foram analisados e cerca de 97% validados, totalizando 944 espécies de vertebrados (exceto peixes) elencadas na obra, todos com evidência científica na Flona.
“Esperamos que a iniciativa de produzir este livro possa ser um estímulo para a continuidade da pesquisa na Floresta Nacional de Carajás, contribuindo, dessa forma, para sua gestão e proteção”, frisa o chefe da unidade de conservação,  Frederico Drumond Martins.
Além de caracterizar, com textos e imagens, cada um dos ecossistemas da Floresta Nacional de Carajás, a obra traz preciosas informações sobre anfíbios, répteis, aves, pequenos, médios e grandes mamíferos e morcegos que habitam a região - com destaque para as espécies ameaçadas e endêmicas.
O ponto de partida para a consolidação da lista comentada de vertebrados terrestres da Floresta Nacional  de Carajás foi a organização dos principais estudos de licenciamento ambiental e de pesquisas realizadas na floresta nacional e seu entorno.
Foram compilados registros das espécies em vários relatórios, formando uma lista prévia que foi repassada para especialistas convidados, responsáveis por validarem os dados. Estes especialistas foram escolhidos com base na participação em trabalhos na unidade de conservação e na experiência que possuem com a fauna amazônica.
O conhecimento cientifico sobre a fauna da Floresta Nacional de Carajás, detalhado no livro, é resultado de um trabalho desenvolvido pelo ICMBio em parceria com a Vale. O prefácio é assinado pelo Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino.
O livro detalha a lista atualizada da fauna de Carajás em capítulos a partir de seis grupos taxonômicos: anfíbios, répteis, aves, pequenos mamíferos, mamíferos voadores e médios e grandes mamíferos. Além dos capítulos específicos o livro traz uma caracterização geográfica da UC mostrando toda a sua geodiversidade e um capítulo assinado por analistas ambientais do ICMBIO indicando as ações prioritárias para a conservação da fauna da floresta.
São organizadores da obra: o analista ambiental e chefe da Unidade de Conservação, Frederico Drumond Martins, o engenheiro sênior da Vale, Alexandre Franco Castilho, a professora da Universidade Federal Rural da Amazônia, Dra Fernanda Martins Hatano e os os consultores Jackson Campos e Samir Rolim da AMPLO - Engenharia e Gestão de Projetos.
Confira a versão web do livro clicando aqui

Comunicação ICMBio
(61) 3341-9290



7 de jul de 2012

Carajás - Descoberto ninho de Gavião-real no entorno do Parque da Bodoquena

Brasília (04/07/2012) – Um ninho de harpia (Harpia harpyja), ou gavião-real como a ave é conhecida popularmente, foi descoberto no Assentamento Canaã, no município de Bodoquena (MS), durante o final de semana pela equipe do Parque Nacional (Parna) da Serra da Bodoquena e do Programa de Conservação do Gavião-Real (PCGR). O ninho fica a cerca de quatro quilômetros dos limites do parque.
O ninho foi construído na forquilha principal de um jatobá-mirim (Guibourtia hymenifolia) e está a 14 metros do chão. O filhote, avistado durante o mapeamento e coletas de vestígios de presas e dimensões da árvore e ninho, está voando bem. Pela plumagem e data do primeiro avistamento por um agricultor da região, em fevereiro do ano passado, o filhote deve ter cerca de um ano e quatro meses.
Esse é o segundo ninho mapeado no entorno da unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O primeiro foi localizado em 2005 e monitorado até 2006 pelos servidores Alexandre Pereira e Ivan Salzo, então lotados no Parque. O registro foi publicado na Revista Brasileira de Ornitologia.

Expedição
Na expedição desse fim de semana, a equipe do PCGR, composta pela bióloga Helena Aguiar e pelo escalador de árvores Olivier Jaudoin, foi ao local para realizar a prospecção de ninhos da harpia com base nos  registros fotográficos e audiovisuais da espécie nos municípios de Bodoquena e Bonito.
O analista ambiental e chefe do parque nacional, Fernando Correia Villela, apoiou e acompanhou as atividades no Assentamento Canaã, em Bodoquena, e na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Saci e Fazenda São Geraldo, em Bonito.
A identificação do ninho teve a ajuda de empregados da Fazenda Boca da Onça, que participaram de palestra sobre a ave. Na ocasião, Osmiro Rodrigues, chefe da equipe de turismo, disse ter obtido informações de que o agricultor Sebastião Ibarras conhecia um ninho com um gavião muito grande. A equipe chegou ao local com a ajuda do agricultor.

Divulgação
Para a bióloga Helena Aguiar, este registro confirma a importância das ações de divulgação e entrevistas sobre avistamentos e a presença de ninhos relatados pelas comunidades do entorno das áreas florestais onde vivem as harpias. “Dados do PCGR indicam que em 83 ninhos mapeados e monitorados pelo programa, 97,5% são oriundos de informações diretas sobre a localização dos ninhos por agricultores, pesquisadores e pessoas que habitam no entorno das áreas de nidificação da harpia”, explica a Helena.
Os contatos feitos através do site do PCGR foram importantes para o retorno da equipe à região da Serra da Bodoquena. Além do servidor do ICMBio que comunicou o avistamento da harpia, no extremo sul do parque, funcionários e guias de áreas relacionadas ao turismo na região enviaram fotos e informações do avistamento na Fazenda Boca da Onça, uma das áreas de prospecção por ninhos.  
Com relação ao ninho localizado em 2005, na RPPN Saci, às margens do rio Taquaral no limite leste do Parque, desde 2006 não há registros de reutilização pelo casal. A equipe voltou ao local para procurar outro ninho no entorno e nos locais de avistamentos de filhote e adultos de harpia, mas não foi possível encontrá-los nesta expedição.

O parque
O Parque Nacional da Serra da Bodoquena fica no Mato Grosso do Sul e protege 76.481 hectares de floresta estacional, abrangendo os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho. “Além da grande diversidade de aves no Parque, o avistamento das harpias, especificamente, é um ótimo indicador da biodiversidade privilegiada da unidade, mostrando também a importância do trabalho com as comunidades do entorno”, destaca o chefe do Parque, Fernando Villela. Para saber mais sobre o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, clique aqui.

Fonte: ICMBio

26 de abr de 2012

Carajás - Filhotes de Harpia são Monitorados no Mosaico de Carajás



Foto: João Marcos
Brasília (09/04/2012) - Inconfundível pelo tamanho e em situação de ameaça, o gavião–real (Harpia harpya) é uma das espécies que são monitoradas nas unidades de conservação do Mosaico de Carajás. Desde dezembro do ano passado, um filhote de quatro meses vem sendo acompanhado pela equipe do Programa de Conservação do Gavião-real (PCGR) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Nesta semana, o animal recebeu dispositivos de marcação e monitoramento. O ninho onde o filhote foi marcado está na área de entorno ao mosaico de Carajás e encontra-se em situação de vulnerabilidade. O animal pesa 4.750 quilos e recebeu anel em alumínio do PCGR letra O, anilha n° Z01016 e um microchip do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestre (CEMAVE/ICMBio) do ICMBio. Estas identificações servirão para determinar a distância de dispersão do filhote em futuros avistamentos tanto pela equipe que desenvolve o programa quanto por agricultores ou outros moradores da região que tiverem a sorte de avistá-lo.
O monitoramento deste ninho terá continuidade semanal. O objetivo da equipe é coletar vestígios para identificação das espécies presas e consumidas pela harpia na região e registros do comportamento do filhote em desenvolvimento nas habilidades de voo e dos adultos no cuidado parental.
Em 2010, um filhote com cerca de um ano de idade foi alvejado e abatido neste mesmo ninho. Normalmente, o tempo de geração desta espécie é de um filhote a cada três anos, mas quando ocorre a perda da prole, o casal se prepara para uma nova postura, normalmente utilizando o mesmo ninho. Na região sudeste do Pará, o PCGR estuda atualmente cinco ninhos de harpia em atividade.
Os trabalhos contam com o apoio financeiro da Vale S.A para as pesquisas ecológicas da espécie, atividades de sensibilização e educação ambiental nas comunidades e escolas próximas aos ninhos estudados.
Um concurso para nomear o filhote será realizado com as crianças do ensino fundamental. O nome sugerido deverá ter origem etimológica indígena e ter o significado explicado. Toda a pesquisa dos nomes deve ser realizada pelas crianças com orientação de professores e pais. A estratégia é estimular a conscientização na área próxima ao ninho utilizando a educação ambiental como ferramenta de conservação da biodiversidade.
Floresta Nacional de Carajás
Enquanto no entorno do Mosaico de Carajás a situação do ninho é instável, outro ninho monitorado no interior da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação sob gestão do ICMBio, apresenta  bons resultados. Monitorado desde 2008, o ninho está localizado na área do Igarapé Bahia e acaba de receber um novo morador. O filhote nasceu entre 28 de fevereiro e 5 de março. A mãe não sai de perto do pequeno gavião garantindo seu conforto com folhas verdes enquanto o pai se encarrega de trazer o alimento a cada dois dias.
O monitoramento constante deste ninho pode confirmar o tempo de geração de três anos para  a espécie. Em 25 de fevereiro de 2009 nasceu um filhote no mesmo local que foi acompanhado até a sua emancipação definitiva. Mesmo voando, o jovem gavião-real ainda depende dos pais para se alimentar até 2,5 anos. Só a partir daí tem início um novo ciclo que acarreta em uma baixa taxa de recrutamento na natureza. Motivo de preocupação para a conservação da espécie.
Para o chefe da Floresta Nacional de Carajás, Frederico Drumond Martins, o acompanhamento é importante para a unidade de conservação e para a espécie que indica ambientalmente se o território está sustentável. “Programas de conservação como este e o da arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), em desenvolvimento na Floresta Nacional de Carajás, permite que a UC cumpra sua função social primordial, a conservação da biodiversidade. Além disto, a harpia ou gavião-real é uma espécie guarda-chuva, pois para garantir a sua conservação teremos necessariamente que conservar outras espécies”, explica Frederico.
Mesmo sob pressão de caça a área ainda abriga este grande predador da Amazônia que essencialmente precisa de grandes áreas florestadas para se reproduzir, ou seja, a floresta sustenta biomassa de presas que estão garantindo a permanência da espécie na região.
O monitoramento constante dos ninhos poderá avaliar o sucesso destes dois filhotes e estudos genéticos poderão demonstrar, ou não, o comportamento monogâmico, além de trazer dados importantes para avaliação da variabilidade genética destes indivíduos, contribuindo para o conhecimento sobre o status de conservação da Harpia no Brasil.




Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280
Fonte:  http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/20-geral/2740-filhotes-de-harpia-sao-monitorados-no-mosaico-de-carajas.html 

13 de abr de 2012

Carajás - Uma visita a serra-sul

Serra Sul - Flona Carajás / Pará
Às nove horas da manhã estávamos reunidos na sede do Centro de Educação Ambiental de Parauapebas – CEAP. O objetivo era nos deslocarmos em direção a “serra-sul” (também conhecido como projeto S11D), onde passaríamos todo o feriado de páscoa. Parte da equipe ainda não conhecia a região, uma das mais belas da Floresta Nacional de Carajás. Depois de cerca de 3 horas de viagem (floresta adentro), estávamos chegando à serra sul por volta de 13 horas da tarde. Tratamos logo de nos alojarmos para que começasse a aventura. Partindo do alojamento no sentido Leste uns 20 minutos (de carro), estávamos na região mais alta (talvez) da região de Carajás, de onde se pode ter uma visão geral de toda (quase toda) a área de Savana Metalófila (vegetação rupestre sobre o afloramento rochoso de ferro), poder observar a Floresta Amazônica (também a savana) até onde os olhos pudessem alcançar, e nunca se cansar de dizer: como é lindo! Isso não tem preço. Logo em seguida começamos a descer um córrego cujas águas deslizam sobre a canga hematítica até chegarem a um despenhadeiro com cerca de 10 metros de altura, formando uma rápida cascata onde pudemos nos refrescar apreciar o local e descansar para começar a subida de volta. Quando voltamos ao alojamento ainda tivemos fôlego para uma ligeira visita à “lagoa do violão” (na verdade é um lago), e claro sem conseguir resistir a aquela magnífica “obra de Deus”. Tratamos logo de entrar na água, enquanto o sol se escondia por traz da serra, nos dando um lindo pôr-do-sol. Chegamos ao alojamento já era noite.
Depois de uma noite tranquila de sono, acordamos bem cedo, prontos para iniciarmos a nossa segunda parte da aventura. Depois do café-da-manhã seguimos em direção oposta ao dia anterior onde iríamos visitar a lagoa das três-irmãs, a maior da região. O trajeto que percorremos até alcançar a lagoa é indescritível. Enormes áreas de savana cortando a Floresta Amazônica é algo impensável, mas, confesso que é também de uma beleza única. As epolmeias, orquídeas, trepadeiras, gramíneas, mimosinha, que nos saudavam durante todo o percurso, nos enchia os olhos de tanta beleza, provocando em mim um sentimento de irresponsabilidade (como ser - humano), pelo que irá se suceder a aquela área. Chegamos ao destino por volta do meio-dia, sempre nos orientando por um mapa e GPS. E claro. Como tudo ou quase tudo em Carajás, valeu apena. A lagoa (lago) das três-irmãs é algo surreal. Um enorme acumulado de água sobre uma bela serra forma um cenário encantador. Não vejo a hora de retornar.



Por: Filho Mnfredini 

15 de dez de 2011

Carajás - Vista do Mirante do Vale de Águas Claras

É realmente uma vista esplêndida. Quando eu e alguns colegas sentamos diante do Vale de águas-claras e começamos a observar, eu pude perceber a grandeza da Floresta Nacional de Carajás. Aquele vale perfeito onde ficávamos tonto só de o olhar. A Floresta densa que o cobria em toda a sua extensão parecia que acenava par nós. As araras-vermelhas-grandes que cortavam o vale saindo na sua primeira revoada do dia era de encher aos olhos de todos que estavam lá. Parecia coisa de ficção. O vento soprava de leve.
O sol prestes a descobrir seus primeiros raios do dia sobre as Serras do lado sul  do FLONA, criava um clima estranho de prazer.
Nesse dia acordamos cedo com os primeiros cantos dos pássaros que cercavam o alojamento de águas-claras, pareciam que estavam em festa, por algum motivo, talvez porque a liberdade e a harmonia equilibrada do ambiente possibilitasse tal coisa, algo inexplicável. Lembro-me que sai de "fininho" subi um pouco as escadas da caixa d água que fica atrás do alojamento e me pus a observar, em silêncio, o que cada espécie de ave fazia. A uns dois metros da porta do quarto em que eu estava havia uma arvore que eu não consegui identificar, mas que era um extraordinário santuário para os ninho do "xexéu"  (acho que se escreve assim), onde num rápido levantamento da quantidade de ninhos, contei estupendamente doze (12), doze ninhos de xexéu em plena algazarra da época de acazalçamento. Passei alguns minutos observando aquela cena onde, uns "namoravam" outros reformavam o ninho e outros simplesmente voavam para o lado e voltavam, claramente para expressar sua alegria. Louvavam e agradeciam. 
De repente uma convocação rápida, ouço ecoar no alojamento. _Sairemos em 15 minutos! Era o professor José Pedro que lembrava a todos do nosso compromisso. Pegamos nossas mochilas, cantis e nossas barras de cereais e partimos em direção ao topo da serra (imagem do post). Uma subida bastante elevada e que apesar de nos cansar bastante, sempre estávamos prontos e alerta a continuar, a final era uma vista encantadora, a cada descoberta na curva da trilha nos surpreendiamos com algo novo e inusitado. Foi realmente um dia maravilhoso esse.


Por: Filho "Manfredini"

25 de nov de 2011

Carajás – I Feira de Ciências do Gavião-real


Aluno observao o livro Harpia (João Rosa) Atentamente
O "Programa de Conservação do Gavião-real" do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) iniciou suas atividades de pesquisa em 1997 após a descoberta do primeiro ninho de gavião-real Harpia harpyja numa floresta de terra-firme, região próxima a Manaus. Em Carajás, o Programa atua desde a descoberta de um ninho em atividade na Floresta Nacional de Carajás ( próximo ao acampamento de águas-claras), uma das seis áreas protegidas do Mosaico de Unidades de Conservação de Carajás. Atualmente, em Carajás, são monitorados três ninhos pela equipe do Programa, além das freqüentes atividades de Educação Ambiental desenvolvidas em conjunto com o Centro de Educação Ambiental de Parauapebas - CEAP e Universidades.


No último dia 10 de Novembro o Programa esteve na vila Paulo Fonteles, Zona Rural de Parauapebas – PA, onde se realizou a "I Mostra de Ciências do Programa de Conservação do Gavião Real em Carajás". A mostra envolveu alunos de três diferentes comunidades, todas localizadas em área de entorno ao mosaico e próximas à ninhos de Harpia. Tendo em vista que ações de Educação Ambiental serão importantes para a diminuição da pressão antrópica que estas comunidades exercem sobre Mosaico, são consideradas áreas de atuação estratégicas pelo Programa.
A feira aconteceu na Escola Municipal Monteiro Lobato, onde a equipe do Programa juntamente com a Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA e os Jovens Ambientalistas (CEAP) estiveram durante todo o dia. Realizaram sessões de cinema, palestras e atividades lúdicas de educação ambientação com toda a comunidade, em especial os alunos das Escolas Municipais Gonçalves Dias e Jorge Amado, além dos da escola sede. O tema do evento foi “Sexualidade na Adolescência”, que foi abordado em palestras e exposições montadas pelos alunos em uma discussão participativa. Após as apresentações dos trabalhos, foram premiados com medalhas 10 alunos destaques por escolas. Além disso, foram realizados diversos sorteios de brindes. O sucesso da ação foi garantido pelo grande envolvimento das comunidades.
Agradecemos especialmente à comunidade da Vila Paulo Fonteles pela recepção e  empenho. Às equipes de professores das escolas que participantes e a todos que contribuíram para que tal evento acontecesse. À UFRA, ao CEAP, à Coordenação do Centro Universitário de Parauapebas – CEUP, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio - Carajás, a Prefeitura Municipal de Parauapebas – PA e à empresa Vale. 


Por: Programa de Conservação do Gavião-real

17 de nov de 2011

Carajás - Simplesmente uma borboletinha na cachoeira


Borboleta fotografada em Carajás
­­­­­­­­Ao mesmo tempo em que o pessoal admirava e usufruía de um belo banho em uma cachoeira no centro da Floresta Nacional de Carajás – FLONACA, no vale de águas claras. Uma borboleta colocava seus ovos a alguns metros da borda do rio como se nada tivesse acontecendo, sem se incomodar com a presença ou mesmo o barulho que toda aquela gente fazia. Algo realmente impressionante. A forma como a natureza de forma frágil e bela se manifestava naquela tarde de domingo era divino. Uma pena que poucos dos que ali estavam presente perceberam o que se passavam, a não ser pelo fato de alguns ao me verem fotografando a cena, preocuparam-se logo em me indagar o que ocorria. Alguns quase que a pisotearam sem ao mesmo se dar conta de que algo ou alguém estava ali, realmente um descuido bem comum ao ser humano de hoje.
Onde estará dentro de cada um de nós o sentimento Darwin? Será ao menos que temos esse sentimento?
Este fato me lembra de outro ocorrido aqui na cidade de Parauapebas – PA, onde um grupo de alunos do Programa Jovem Ambientalista do Centro de Educação Ambiental de Parauapebas ao passarem por uma rua comercial da cidade se depararam com uma borboletinha na vitrine de uma loja, trataram logo de tirarem suas câmeras da mochila e fotografarem a borboleta ao mesmo tempo em que alguns jovens do grupo comentavam; "- É do reino tal e gênero tal, vejo isso pelas patas". Outros: "_Não olhe as asas dela é do gênero tal". A cena se desenrolou por alguns minutos. Quando os jovens se deram por satisfeitos após fotografarem e identificar a borboletinha e já iam se retirando se depararam com uma multidão que os cercavam todos querendo saber do que se tratava. "_Foi meio que engraçado”, lembro que um dos jovens me falou isso, quando me contava do fato ocorrido no dia seguinte. A multidão ao perceber que se tratava de uma “borboletinha” começou a se dispersar. “_Ah! É só uma borboleta”. Muitos dos curiosos indagavam e logo se retirando. Isso mais tarde foi retratado por uma colunista da cidade em uma das principais revistas da região.

Nosso dia-a-dia é bem comum as coisas passarem despercebidas como se não existissem. A rotina nos impõe este tipo frenético de viver sem nos oferecer limites. A percepção de ambiente é algo que o ser – humano vem perdendo muito depreca principalmente se tratando do ambiente natural, a interação que as criaturas da floresta têm com o meio urbano e não percebemos. Incrivelmente paresse ser normal nos dias de hoje. E amanhã??!!! 


Por: Filho Manfredini

30 de jul de 2011

Carajás - Um pôr-do-sol na Amazônia

Foto: Filho Manfredini. Pôr do sol em Carajás - Jul/2011

Bem as férias de Julho tão se indo, ou já se foram para muita gente, outros nem tiveram, é o meu caso.
Apesar de não ter tido ferias, confesso que as atividades que fiz durante esse período me confortaram muito bem. Estive durante uns poucos dias na Floresta (literalmente) participando de um curso sobre Educação Ambiental ofertado pelo CEAP aos professores da região. 
Durante 3 dias ficamos na floresta acampados numa área de savana (savana Metalófila), aprendendo do professor José Pedro (coordenador do núcleo de educação ambiental da UFPA/Marabá-PA) sobre as riqueza e diversidades de Carajás, sobre a imponente FLONACA.
Ventava Muito e a noite fazia aquele friozinho maravilhoso, ajudado pela umidade da floresta, era simplesmente maravilhoso, e a lua 12 horas por noite a iluminar a floresta e combinado com o som dos animais noturno, sempre agradável e curioso. Quando dia vinha raiando muitos pássaros a saudar o novo dia e nos avisando (a quem ainda estava dormindo) que o dia já raiou.
Ao final do segundo dia pontualmente - como sempre - o sol a se por nos dava aquele privilégio de presenciar algo tão maravilhoso e grandioso - um por do sol na Amazônia. Parecia até que as nuvens haviam pegado fogo e as arvores perderam suas formas sendo apenas um borrão negro, algo realmente divino.
Ja no ultimo dia descemos até o vale de águas claras e apreciamos a bela cachoeira de águas claras com suas águas frias e cristalinas. Aparentava estar mais fria que as outras vezes em que estive lá. Mas mesmo assim ela sempre nos convida a tomar um belo banho, banho esse que parece a mim renovar a alma de tão maravilhoso que é.
Não tenho o que reclamar de minhas poucas e boas ferias de 2011, e olha que eu não saí do "quintal de minha casa" pra vivenciar isso. 
Agradeço aos amigos e colegas que estiveram comigo durante este período.


30 de mai de 2011

Carajás - Emoções de Carajás a Floresta que me encanta


foto: Filho Manfredini
O muito pouco que conheço a FLONA Carajás é o bastante para que eu possa a cada visita esperar uma surpresa (claro), a sua magnitude é realmente coisa encantadora. Recordo-me há cinco anos quando tive o meu primeiro contato com a Floresta de Carajás, o espírito de aventura e paixão pelas belezas e riquezas de Carajás foi aflorado em meu coração como algo indescritível, e que não importava o que eu fosse ou seria, bastava apenas aquele momento ali, talvez nada mais importasse, e foi desses sentimentos e sensações que me dispus a cada vez mais estar presente no cotidiano e rotina desta encantadora floresta. Poder hoje contar isso aos grupos que levo constantemente a FLONA Carajás é algo – sem duvida nenhuma – maravilhoso, poder compartilhar os conhecimentos adquiridos e as experiências vividas.
Poder presenciar as diferentes reações de cada grupo que se depare com as cachoeiras, a floresta, as grutas, a fauna e até mesmo a mineração (talvez algo até rotineiro pra mim), me faz sentir orgulho de simplesmente quem sou. Ser abordado nas ruas de Parauapebas, por pessoas  - nem conheço –  que vem constantemente me agradecer pela oportunidade de ter conhecido Carajás, pessoas que moram em Parauapebas a cerca 20 anos – fatos que eu presenciei – e nunca haviam passado a portaria da Floresta Nacional de Carajás por falta simplesmente de oportunidade são coisas que me deixam cada vez mais, feliz a proporcionar isso. Pela importância.
Claro que sou gratuitamente agradecido ao órgão gestor da FLONACA (ICMBio) e ao programa de educação ambiental da região Centro de Educação Ambiental de Parauapebas (CEAP).



Aos meus colegas de atividades, 
entre eles Ricardo Mattos de Carvalho, 
meu grande amigo e Professor.



Por: Filho Manfredini

11 de mai de 2011

Carajás - Jovens Ambientalistas se Reúnem no "I Encontro Juvenil de Educação Ambiental de Carajás"

Plenária do I - EJEA para elaboração da carta
Saindo de Parauapebas – PA as 13h00s do dia 06 de Maio de 2011, direto para o alojamento base do então desativado projeto Baia, e retornando no domingo 08 de Maio as 15h00s. Foi realmente algo que será lembrado, por muito e muito tempo por todos os jovens ambientalistas.
A proposta sobre o evento batizado de EJEA (encontro juvenil de educação ambiental) é que ele ocorra todos os anos, sendo oficialmente o encontro dos Jovens Ambientalistas.
O primeiro evento do EJEA saiu melhor que o encomendado, superando todas as expectativas, e expectativas boas, foi realmente deslumbrante, sei que eu sou meio suspeito pra falar (por ser Jovem Ambientalista), mas foi realmente esplêndido.

19 de abr de 2011

Carajás - Onças de Carajás! Um Magnífico Encontro


Onças avistadas no vale de Águas Claras, pela equipe do ICMBio
Como muito dos meus amigos daqui de Parauapebas já sabem além de ser aluno da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA, eu também participo dos projetos de pesquisa com animais Silvestres (Projetos desta mesma Instituição) na Floresta nacional de Carajás.
No ultimo domingo 17 eu estava no campo, eu e mais dois colegas do projeto, um dia muito puxado como sempre, mas como todos os outros, gratificante, sabem como é que é fazer ou praticar o que se gosta nunca é demais. Apesar de estar na FLONA em média dois dias por semana eu me surpreendo e me maravilho a cada ida.

31 de mar de 2011

Indios Karajas

Indios Karajas
Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá que vivem hoje distribuídos em aldeias têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional o que, no entanto, não os impediu em manter costumes tradicionais do grupo como: a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria e artesanato em madeira e ainda as pinturas corporais, como os característicos dois círculos na face. Ao mesmo tempo, buscam a convivência temporária nas cidades para adquirir meios de reivindicar seus direitos como a demarcação e manutenção de suas terras, o acesso à saúde e educação bilingüe.
O nome deste povo na própria língua é Iny, ou seja, "nós".