17 de nov de 2011

Carajás - Simplesmente uma borboletinha na cachoeira


Borboleta fotografada em Carajás
­­­­­­­­Ao mesmo tempo em que o pessoal admirava e usufruía de um belo banho em uma cachoeira no centro da Floresta Nacional de Carajás – FLONACA, no vale de águas claras. Uma borboleta colocava seus ovos a alguns metros da borda do rio como se nada tivesse acontecendo, sem se incomodar com a presença ou mesmo o barulho que toda aquela gente fazia. Algo realmente impressionante. A forma como a natureza de forma frágil e bela se manifestava naquela tarde de domingo era divino. Uma pena que poucos dos que ali estavam presente perceberam o que se passavam, a não ser pelo fato de alguns ao me verem fotografando a cena, preocuparam-se logo em me indagar o que ocorria. Alguns quase que a pisotearam sem ao mesmo se dar conta de que algo ou alguém estava ali, realmente um descuido bem comum ao ser humano de hoje.
Onde estará dentro de cada um de nós o sentimento Darwin? Será ao menos que temos esse sentimento?
Este fato me lembra de outro ocorrido aqui na cidade de Parauapebas – PA, onde um grupo de alunos do Programa Jovem Ambientalista do Centro de Educação Ambiental de Parauapebas ao passarem por uma rua comercial da cidade se depararam com uma borboletinha na vitrine de uma loja, trataram logo de tirarem suas câmeras da mochila e fotografarem a borboleta ao mesmo tempo em que alguns jovens do grupo comentavam; "- É do reino tal e gênero tal, vejo isso pelas patas". Outros: "_Não olhe as asas dela é do gênero tal". A cena se desenrolou por alguns minutos. Quando os jovens se deram por satisfeitos após fotografarem e identificar a borboletinha e já iam se retirando se depararam com uma multidão que os cercavam todos querendo saber do que se tratava. "_Foi meio que engraçado”, lembro que um dos jovens me falou isso, quando me contava do fato ocorrido no dia seguinte. A multidão ao perceber que se tratava de uma “borboletinha” começou a se dispersar. “_Ah! É só uma borboleta”. Muitos dos curiosos indagavam e logo se retirando. Isso mais tarde foi retratado por uma colunista da cidade em uma das principais revistas da região.

Nosso dia-a-dia é bem comum as coisas passarem despercebidas como se não existissem. A rotina nos impõe este tipo frenético de viver sem nos oferecer limites. A percepção de ambiente é algo que o ser – humano vem perdendo muito depreca principalmente se tratando do ambiente natural, a interação que as criaturas da floresta têm com o meio urbano e não percebemos. Incrivelmente paresse ser normal nos dias de hoje. E amanhã??!!! 


Por: Filho Manfredini