13 de abr de 2012

Carajás - Uma visita a serra-sul

Serra Sul - Flona Carajás / Pará
Às nove horas da manhã estávamos reunidos na sede do Centro de Educação Ambiental de Parauapebas – CEAP. O objetivo era nos deslocarmos em direção a “serra-sul” (também conhecido como projeto S11D), onde passaríamos todo o feriado de páscoa. Parte da equipe ainda não conhecia a região, uma das mais belas da Floresta Nacional de Carajás. Depois de cerca de 3 horas de viagem (floresta adentro), estávamos chegando à serra sul por volta de 13 horas da tarde. Tratamos logo de nos alojarmos para que começasse a aventura. Partindo do alojamento no sentido Leste uns 20 minutos (de carro), estávamos na região mais alta (talvez) da região de Carajás, de onde se pode ter uma visão geral de toda (quase toda) a área de Savana Metalófila (vegetação rupestre sobre o afloramento rochoso de ferro), poder observar a Floresta Amazônica (também a savana) até onde os olhos pudessem alcançar, e nunca se cansar de dizer: como é lindo! Isso não tem preço. Logo em seguida começamos a descer um córrego cujas águas deslizam sobre a canga hematítica até chegarem a um despenhadeiro com cerca de 10 metros de altura, formando uma rápida cascata onde pudemos nos refrescar apreciar o local e descansar para começar a subida de volta. Quando voltamos ao alojamento ainda tivemos fôlego para uma ligeira visita à “lagoa do violão” (na verdade é um lago), e claro sem conseguir resistir a aquela magnífica “obra de Deus”. Tratamos logo de entrar na água, enquanto o sol se escondia por traz da serra, nos dando um lindo pôr-do-sol. Chegamos ao alojamento já era noite.
Depois de uma noite tranquila de sono, acordamos bem cedo, prontos para iniciarmos a nossa segunda parte da aventura. Depois do café-da-manhã seguimos em direção oposta ao dia anterior onde iríamos visitar a lagoa das três-irmãs, a maior da região. O trajeto que percorremos até alcançar a lagoa é indescritível. Enormes áreas de savana cortando a Floresta Amazônica é algo impensável, mas, confesso que é também de uma beleza única. As epolmeias, orquídeas, trepadeiras, gramíneas, mimosinha, que nos saudavam durante todo o percurso, nos enchia os olhos de tanta beleza, provocando em mim um sentimento de irresponsabilidade (como ser - humano), pelo que irá se suceder a aquela área. Chegamos ao destino por volta do meio-dia, sempre nos orientando por um mapa e GPS. E claro. Como tudo ou quase tudo em Carajás, valeu apena. A lagoa (lago) das três-irmãs é algo surreal. Um enorme acumulado de água sobre uma bela serra forma um cenário encantador. Não vejo a hora de retornar.



Por: Filho Mnfredini